Presente do tempo

Posted on 20/03/2014 por

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Por Carol Szabadkai

Pensando em como eu era antes e como eu sou depois de você, entendi os tempos do viver.

Eu era passado, vivia de uma saudade de coisas que se foram.Sem caminho certo, sem a sua mão para me guiar, era sempre mais seguro – e mais bonito – olhar para trás. Vivi de lembranças e de um pensamento inútil, feito de “Como seria se…”.

Mas isso porque eu não tinha você! Meu presente era insosso, meu futuro era incerto e no passado eu era imagens…

O passado é sempre mais interessante para aqueles que não veem planos fixos de futuro. O que passou é editado. Tão bem editado, que mesmo as dores parecem menores do que realmente foram, as alegrias parecem ainda mais intensas e você pode mudar pequenos fatos e frases, sem nem mesmo perceber, afim de se convencer da sua perfeição.

As dores do presente sempre doem mais, a alegria nem sempre é tão plena e aí se encontra a armadilha.

As pessoas tem a tendência de visitar o passado. Fotos, vídeos, tudo marcado na internet – tudo que é bom, na maioria das vezes – como um livro aberto, refletindo a vida que se teve… Hoje em dia é tão fácil viajar no tempo! Difícil é resistir à tentação de passear pela própria vida, reconstruindo momentos, cultivando esse jardim com as flores já abertas, tão mais fáceis de se lidar.

Faze-lo, vez ou outra é muito bom, até mesmo necessário, só não se pode viver lá, no jardim do esquecimento, e abandonar o que se passa hoje.Se assim for, do que viveremos amanhã? Que flores haveremos plantado? Ficaremos cada vez mais atrás no tempo, mais longe de nós mesmos, sempre no mesmo pedaço de jardim.

Eu passeava entre minhas flores, tentando inutilmente arruma-las – aquelas flores imutáveis – e aí veio você, colorindo meu futuro de promessas e objetivos, mostrando-me borboletas no presente, dando-me motivos para desejar seguir em frente e correr sem olhar para os lados, muito menos para trás. Não temos tempo para voltar! A vida tornou-se tão desesperadamente intensa no atual, traçando planos, desejos, sonhos… E como eu queria, como eu quero, esse futuro com você!

Na certeza de que estou no caminho certo, sigo apenas andando para frente, sem querer voltar e nem pensar num passado diferente. Um mínimo detalhe modificado, já estragaria a perfeição do meu hoje.

Hoje em dia, meu jardim florido é só para dar uma olhadinha junto com você, com as crianças.Ver tudo o que conseguimos e logo voltar para os sonhos de hoje em dia. Viver lá, nem pensar… Tentar mudar algo, muito menos!

Segure minha mão, vamos continuar correndo para o futuro, seguindo as borboletas. Que cada minuto passado a frente, representam mais vitórias, mais amor.

E agora entendo o nome do hoje:presente.

O presente da vida, só faz sentido para quem não vive de passado, para quem mira no futuro, aproveitando cada minuto, sabendo que tudo está acontecendo exatamente da maneira que tem que ser. O grande presente é fazer cada dia com perfeição, cultivar seu jardim no hoje, para que seja mais florido a cada breve olhar no que se foi.

Pra que viver de passado? A vida é

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Posted in: Carol Szabadkai