Dona insônia

Posted on 02/10/2014 por

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Por Anna Leticia

Ah, Dona Insônia, sua mala sem alça e sem rodinhas. Qual é a sua? Nunca fomos amigas. Por que cargas d´água quer agora minha companhia? Por que não veio lá em mil novecentos e bolinha, às vésperas daquela prova de bioquímica? Pois é, aquela que tirei nota baixa porque não consegui estudar de tanto sono.

Ah, este sim. Meu amigão… Companheiro dos ótimos e piores momentos da minha vida. Se a coisa está ruim é ele quem me acolhe. Nunca precisei remedinho, sou adepta natural da sonoterapia. Minha salvação. E de vez em quando minha perdição. Acontece que volta e meia durmo, assim do nada… No ônibus, no meio de um papo chato, certa vez dormi no banho. Não me arrisco dirigir com algum sono.

E agora, no meio da madrugada Dona Insônia vem visitar. Educada que sou levantei, servi chá com biscoito e batemos um longo papo. Ora produtivo, ora perturbador… Figura peculiar esta Dona Insônia. Depois de algum tempo cansei daquela visitinha inconveniente: “Com licença D. Insônia, agora vou dormir que a senhora deve estar querendo ir embora. Boa noite”.

Assim que ela saiu corri para a cozinha, peguei a vassoura e botei atrás da porta. Esta visita eu não quero nunca mais. XÔ D. INSÔNIA.

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