Uma outra história

Posted on 27/11/2014 por

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Por Carol Szabadkai

Sempre fui considerada uma pessoa que inspira confiança. Não sei dizer o porquê, mas as pessoas simplesmente confiam em mim. Estou acostumada a ouvir segredos e confissões, já ouvi desabafos até mesmo de pessoas desconhecidas, no ônibus. Uma amiga minha costuma dizer que se um dia eu abrir minha boca… ai ai ai…

Sempre dou risada com sua observação. Fato é que eu procuro não decepcionar nesse ponto, afinal, isso é uma honra que não pode ser maculada.

Talvez pelo mesmo motivo, possuo um certo poder de persuasão. Juntamos isso com o fato de que eu escrevo e se torna uma arma poderosa. Isso me faz refletir muito antes de colocar um pensamento no papel.

Nós, os amantes da escrita, temos o poder de formar opiniões e as vezes, mesmo sem querer, pisamos em solo perigoso.

Quem lê meus textos sabe que escrevo muito sobre minha vida, com bastante ênfase na parte romântica dela e no meu relacionamento. Minha história de amor é algo que me inspira porque é o sonho realizado do que sempre tomei como mais importante: o amor. Sempre fui uma romântica crônica, por isso, sempre coloquei o tema “relacionamento” em foco.

De uns tempos para cá, tenho percebido que minha influência nesse campo pode ser perigosa ao mesmo tempo que inspiradora. Afinal, larguei tudo para viver um grande amor repentino e deu certo. Contando sem muitos detalhes é como se eu dissesse que pulei de cabeça em algo que não conhecia. Com uma interpretação errônea, alguém pode ler nas entrelinhas o simples conselho “vai fundo e vê no que dá!”.

Essa interpretação torna-se perigosa quando alguém com uma história semelhante, na falta de saber o que fazer, segue o que eu fiz e toma suas decisões baseadas na minha história. Porque, pensando bem, eu também teria ficado muito feliz se tivesse encontrado alguém com uma história “igual” a minha para me dar respostas quando tudo parecia que levaria para lugar nenhum. Mas não é bem assim.

Cada pessoa tem seu próprio caminho e não é possível pular na estrada do outro. Isso pode te levar para lugares bem longe do que você sonhava. Cada decisão deve ser baseada em sua própria vida e eu só posso inspirar dizendo que podemos alcançar um sonho, desde que sejamos persistentes. Mas tem muito pesadelo fantasiado de sonho por aí. A decisão deve ser baseada em suas próprias experiências. Cautela na hora de decidir sobre a própria vida. Nem pensar em mudar de país se você tem sentimentos duvidosos quanto ao seu parceiro! Ao mudar de país, tudo o que vai ter para se segurar será essa pessoa e você não deve pensar duas vezes se ele estará pronto para te pegar numa queda!

Como Einstein nos ensinou, o tempo é relativo. Existem tempos que parecem curtos, mas que duram uma vida para quem o vive. Quanto espanto eu causo quando conto que meu livro, que está para ser lançado em breve e é a minha história real de amor, se passa em apenas 3 semanas, mais ou menos. Sim, um livro todo, de mais de 300 páginas, falando desse pequeno tempo. E foi nesse tempo infinito de três semanas que eu mudei minha vida. Sendo o tempo relativo, pode haver histórias bem resolvidas em um dia e outras que precisam de um ano. O importante é que se baseiem as decisões nelas próprias.

Não estou dizendo para desistir, nem quero dizer que não vou mais falar sobre minhas “loucuras” de amor (parece loucura, mas eu baseei cada decisão numa certeza irrevogável), muito menos que não vou mais responder aos vários e-mails sobre o assunto. É apenas algo que percebi ser bem delicado e gostaria que fosse refletido da maneira certa, para que todas as histórias tenham o final feliz que merecem.

Lutar por amor é necessário, só esteja certo de que, se é amor, as duas partes lutam juntas, na mesma direção, pois que o amor é algo recíproco e isso se torna indispensável se o que está em jogo é toda sua vida, como você a conhece.

Ame, lute e siga seus próprios sonhos! (O meu é uma outra história).

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Posted in: Carol Szabadkai